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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Caminhos, desafios e descaminhos da Agenda 21


A agenda 21 foi elaborada com o propósito de oferecer alternativas de amplas ações em busca de um desenvolvimento sustentável. A agenda nasceu no evento Rio-92. Estamos entrando na Rio+20 e pouco ou quase nada foi realizado em nossa região. A chamada Agenda Local nunca foi prioridade.
Esperava-se, assim, que, nos oito anos que separavam a Rio-92 do terceiro milênio, os governos pudessem executar seus compromissos, estimular os demais atores sociais a discutir e propor soluções sustentáveis. O êxito da Agen­da 21 e do ideário da sustentabilidade depende da construção coti­diana, portanto no presente, das propostas idealizadas para o futu­ro.
Deveríamos de forma sistemática, em plenárias nas regiões ou nos distritos discutir:

1) Espaço e condições de moradia - Como estão as condições para morar na área observada?  Existem casas ou prédios de apartamentos construídos em lotes bem definidos e regularizados? Existem córregos, represas, encostas com alta declividade etc.? Houve ou ainda está havendo desmatamento recente na periferia? Existem moradores de rua, que vivem na área? A criminalidade é grande na região? O policiamento é visível e a ação da polícia, em geral, é sentida na área? A população local está satisfeita sob este aspecto?

 

2) Tratar bem da saúde/ física e mental - Na área observada, a população está satisfeita com atuação das autoridades públicas com relação à saúde? Existe alguma iniciativa da comunidade, voltada especificamente para a questão da saúde?

 

3) Sistema viário e transportes - Ir e vir é uma necessidade e um dos direitos fundamentais para a vida das pessoas. Os caminhos e os meios de locomoção, dependendo de como forem implantados, podem facilitar a ocupação dos espaços adequados, de forma a atender os interesses da população ou, tornarem-se fatores de degradação do meio ambiente.

 

4) Emprego e alternativas de trabalho - Os locais de trabalho existentes na área demonstram preocupação com a boa qualidade ambiental? As pessoas desempregadas da região estão conseguindo empregos com facilidade?

 

5) O espaço e a vez do lazer - Existem espaços e equipamentos de lazer na área? São de boa qualidade e em quantidade suficiente? A população local é incentivada e recebe algum tipo de orientação para aproveitar esses espaços?

 

6) A memória e a cultura em função de um futuro melhor - Quais são os locais, que melhor representam o bairro observado (prédios, praças, monumentos etc.)? Eles estão bem conservados? Existem equipamentos e iniciativas na área cultural, acessíveis à população do bairro ou região?

 

7) Educação e educação ambiental - Existem equipamentos de educação, públicos e gratuitos, à disposição dos moradores, na área observada? As entidades e movimentos sociais têm iniciativas neste sentido?


A Agenda 21 serve como mote e instrumento fundamental para transformações, desde que os atores sociais que dela queiram se utilizar es­tejam conscientes desse po­tencial, dos objetivos e da di­nâmica que dela poderá surgir. A enorme amplitude programática da Agenda 21, com múlti­plos temas, ações e atores, constitui sua força potencial, por ofe­recer um conjunto de alter­nativas direcionadas para um futuro pas­sível de construção no presente. Mas não basta sonhar, precisamos agir.­


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Consumo sustentável, eis a questão!


O tema do impacto ambiental do consumo se tornou uma questão de política ambiental relacionada às propostas de sustentabilidade. Consumidores conscientes e bem informados são capazes de escolher produtos e serviços menos prejudiciais ao meio ambiente. Após a Conferência Rio92, o debate sobre a relação entre consumo e meio ambiente ganhou nova dimensão e importância progressiva.
Consumo sustentável, direitos e deveres dos consumidores, a relação entre publicidade e consumo, e o papel determinante dos consumidores para melhoria de produtos e sua manutenção nas prateleiras entram na pauta.
Consumo sustentável significa consumir só o que precisamos para sobreviver. Precisamos consumir de forma diferente, com mais eficiência e adquirindo produtos de qualidade e que tenham uma vida útil.


É um processo de construção de cidadania. Seja consumo verde, consumo sustentável, consumo consciente, consumo ético ou consumo responsável, o que importa é a cidadania do consumidor. Uma nova cultura se forja quando o consumidor vira cidadão.


O consumidor quanto de posse de informações importantes sobre produtos e empresas opta pelas empresas mais sustentáveis e comprometidas com o meio ambiente.
O custo desses produtos ainda é alto para as empresas, porém, na medida em que o número de pessoas com essa postura se amplia, a tendência é que o custo fique mais competitivo.


Se através da informação conseguirmos que nossas crianças e jovens tenham acesso sobre hábitos saudáveis de consumo, principalmente no processo de formação escolar, estaremos construindo uma nova geração de consumidores mais conscientes. Evitar o consumo desenfreado e inadequado é fundamental. Se quebrarmos o círculo vicioso que prega que felicidade e qualidade de vida está só e então somente associada à conquista material estaremos ajudando a quebrar o paradigma de que o “cidadão é reduzido ao papel de consumidor” e produzindo um novo estilo de vida sustentável.