segunda-feira, 26 de maio de 2014

Mackenzie Campinas lança Programa Sustentável

Abertura da Exposição na próxima segunda-feira (26) oficializará o Programa Ciente da sua responsabilidade socioambiental a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) adotou como escopo a sustentabilidade. Além do tripés convencionais como, Ensino, Pesquisa e Extensão, a instituição realiza várias ações, atividades e projetos voltados à prática e ao desenvolvimento sustentável. Um exemplo disso foi o programa intitulado “MAR – Mackenzie Ambientalmente Responsável”, implantado em 2007, que contou com diversas ações até o ano de 2010. Seguindo a semente plantada anteriormente, neste ano, o campus Campinas da UPM, promove o projeto socioambiental “Fazendo o Nosso Papel”. O projeto que também abarca o “Tripé da Universidade” disponibiliza vários coletores de papel pelo campus (salas de aulas, departamento administrativo, corredores e outros lugares). Segundo a professora e engenheira florestal Rosani Novaes, coordenadora do projeto, os materiais coletados são disponibilizados para cooperativas recicladoras que os reutilizam. “Dentro dessa nova perspectiva socioambiental trabalhamos com as cooperativas da região de Campinas. Uma delas é a Cooperativa Santa Genebra, que se identificou com a proposta do projeto e vem colaborando com o Mackenzie”, explica. Ainda nessa perspectiva, estão sendo desenvolvidos dois projetos. No projeto “Vida Melhor e Mais Longa”, em parceria com a Tetra Pak, serão coletados cartonados utilizados para fazer embalagens e outros materiais; e no projeto “Arvorecer”, será feito um estudo de espécies adequadas para plantio em ambientes públicos, como calçadas e beiras de rios. Na ação, 70 alunos dos cursos de Engenheiras Civil e Produção, juntamente com comunidade irão trabalhar em parceria em busca de um benefício comum. A área verde do “campus” também está sendo revitalizada com maiores cuidados com a jardinagem e arborização. “A exemplo do que aconteceu em 2009, dentro do projeto MAR, quando foram plantadas 150 árvores no bosque do campus Alphaville, efetivamente vamos fazer plantios em Campinas. Não é só um projeto teórico. Estamos nos preparando para começar em setembro, o plantio de árvores e espécies nativas, com a comunidade e o poder público. Nosso objetivo é criar bosques e recompor matas ciliares na região de Campinas”, ressalta a engenheira florestal Rosani Novaes. As ações socioambientais inclusas no escopo acadêmico da universidade não se limitam apenas aos projetos citados. Para conscientizar todos os públicos do Mackenzie Campinas, foi elaborada uma campanha intitulada “DEZ Pró-Ambiente”. Conforme Rosani, a ideia é mostrar que DEZ significa o todo, e que mesmo realizando ações, políticas e eventos, a sociedade ainda está mais perto do zero do que do dez, e que somente com a elaboração e continuidade de projetos socioambientais podemos chegar próximos desse todo. A campanha contará com palestras e exposições, durante 10 dias que começarão no dia 26 deste mês e encerrarão no dia 5 de junho, “Dia Mundial do Meio Ambiente”. Com o titulo, “DEZ Pró-Ambiente - Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – uma região a ser restaurada”, a exposição realizada pelos alunos dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia de Produção da disciplina Ciências do Ambiente, desperta a atenção para degradação do meio ambiente e suas ações no ecossistema. A mostra terá sua abertura oficial na próxima segunda-feira (26) às 12h, na Avenida Brasil, 1220 - Jardim Guanabara – Campinas. A visitação é gratuita e está aberta ao público de segunda a sexta-feira das 10h às 16h. Além da exposição, a abertura oficial contará com a presença de Juliana Seidel, especialista sênior de Desenvolvimento Ambiental da Tetra Pak e Sérgio Hornink, tecnólogo ambiental da CETESB, que ministrarão palestras. A diretora executiva da AGEMCAMP - Agência Metropolitana de Campinas, Ester Viana, também participará do evento, iniciando uma interlocução com os prefeitos e lideranças da RMC. A abertura oficial ainda contará com a presença do Dr. Benedito Guimarães Neto Aguiar, reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com as ações e projetos realizados, o Mackenzie tem como intuito a promoção do pensamento sustentável, alicerçado pela integração e desenvolvimento social. “Quando a sociedade está fazendo ela cobra dos seus governantes. Isso que nos alenta no sentido de que a Universidade seja propulsora deste ideário”, afirma a engenheira.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Itaipu doa onça-pintada para Zoológico Municipal de Foz do Iguaçu

 

O animal vai para o Bosque Guarani, onde ganhará recinto próprio.

Tonhão, uma das quatro onças pintadas do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) de Itaipu, vai ser doado para o Zoológico Municipal de Foz do Iguaçu. Não é uma decisão unilateral. A transferência, autorizada pelo Ibama, dará mais conforto ao animal, que hoje está com 18 anos de idade e pesa mais de 90 quilos.

O translado deve acontecer na próxima quarta-feira (20). O horário ainda será confirmado. A transferência atende ao pedido da Prefeitura de Foz do Iguaçu. Mesmo na casa nova Tonhão continuará recebendo toda a atenção do pessoal do RBV. O Hospital Veterinário estará à disposição para eventuais tratamentos da onça.

Wanderlei, Rosana e Zalmir: "os cuidados com o Tonhão continuarão. Mesmo longe, manteremos contato e estaremos à disposição para eventuais tratamentos médicos".

Um recinto especial – com espaço bem maior do que o local onde ele vive hoje – foi preparado para recepcionar o felino. Tonhão deve virar a atração principal do local, já que a onça-pintada é animal símbolo tanto do zoo quanto do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga as Cataratas do Iguaçu.

Tonhão está na Itaipu desde agosto de 2007. Foi a segunda onça-pintada trazida para o RBV. A onça macho foi transferida do zoológico das Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp), de Ilha Solteira. Na época, o animal, que até então era chamado de Tonho, era considerado a principal esperança de procriação de Juma, a primeira onça do RBV.

 

O apelido no superlativo se deu em função do porte atlético do felino. Tonhão virou namorado de Juma, mas o acasalamento não resultou em filhotes. Depois do casal, o refúgio recebeu Valente e mais recentemente a onça Beyonça. Os dois foram resgatados na natureza.

Tonhão

Há duas semanas, o animal foi submetido a um procedimento de retirada de sêmen. Todo o material genético foi congelado em nitrogênio, a -196 graus Celsius, e armazenado no banco de germoplasma da Itaipu, para projetos futuros de reprodução.O trabalho, realizado no Hospital Veterinário do RBV, mobilizou um pequeno batalhão de profissionais e estudantes.

O pessoal do Refúgio aproveitou que Tonhão estava sedado para fazer um check-up. Um pouco de sangue foi coletado para exame laboratorial, as garras foram analisadas e os dentes receberam limpeza de tártaro e polimento. Ele também foi submetido a um eletrocardiograma.

Outras onças

Juma tem 20 anos e há onze anos vive no RBV. Antes disso, ela vivia na natureza, na região do Parque Nacional do Iguaçu, onde as onças costumam ser alvo de caçadores. Outro felino da mesma família é Valente, como foi batizado pelos próprios empregados da usina.

Valente tem seis anos e foi encontrado em uma fazenda do Mato Grosso do Sul, ainda filhotinho. Ele chegou ao refúgio poucas semanas antes de Tonhão.

Beyonça – um trocadilho com o nome da cantora norte-americana Beyoncè, é a caçula do grupo. Ela foi capturada na Ilha de Marajó (PA) e encaminhada para Foz do Iguaçu no dia 30 de agosto.

A ideia é que ela, no futuro, seja integrada ao programa de reprodução da unidade. Única fêmea adulta do RBV, Juma não está mais em fase reprodutiva. A idade reprodutiva das fêmeas é de dois aos 12 anos. Em cativeiro, esses animais podem viver até os 25 anos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Florestas: Territ rio em disputa

 
 

Território em Disputa

A economia verde versus a economia baseada nas comunidades. Uma história dos povos da Mata Atlântica no sul do Brasil.

 

 

 

 

Estamos relançando este vídeo recente, produzido pelo Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais, que já está disponível em quatro idiomas: inglês, espanhol, francês e português. Ele fala dos impactos do REDD + e dos projetos de "economia verde" para os povos da floresta, bem de como sua luta contra esses projetos, com o objetivo de recuperar seu território.

 

O vídeo está disponível em www.wrm.org.uy

 

A Assembléia Geral da ONU proclamou o 21 de março como Dia Internacional das Florestas. Ao propor este novo dia internacional, a ONU está tentando conscientizar sobre a importância de todos os tipos de florestas. No entanto, a Organização deveria conscientizar, em primeiro lugar, sobre o fato de que as florestas, em todo o mundo, são territórios cada vez mais disputados.

 

Há dois pólos claros nessa disputa. De um lado, os cerca de 300 milhões de pessoas que dependem diretamente das florestas. Essas comunidades florestais não apenas dependem da floresta para a sua sobrevivência, mas também cumprem um papel fundamental em sua conservação. Do outro lado, as grandes empresas transnacionais, para quem as florestas são simplesmente uma fonte de lucros, obtidos pela extração de commodities ou pela substituição de florestas por monoculturas industriais. Nos últimos anos, as comunidades das florestas enfrentam mais uma ameaça que disputa suas terras: os projetos de REDD e outras "soluções" para a crise climática, propostas no âmbito da "Economia Verde".

 

Um exemplo claro dessa disputa é o que acontece com a Mata Atlântica no Brasil. Há 500 anos, a Mata Atlântica cobria todo o litoral brasileiro, mas agora está seriamente ameaçada. No entanto, no estado do Paraná, uma vasta área de floresta ainda sobrevive. É a maior área de Mata Atlântica em todo o mundo e lar de várias comunidades tradicionais diferentes: os caiçaras, os quilombolas e os indígenas guaranis.

 

Os estilos de vida de todas as três populações estão intimamente ligados à Mata Atlântica. A maioria delas não tem título de posse sobre a terra que ocupa nem sobre as florestas que usa. Como essas comunidades tradicionalmente coexistiram com a Mata Atlântica?

 

Cinquenta anos atrás, os fazendeiros começaram a se mudar para a região, limpando a floresta e se apropriando da terra para criar búfalos. Na década de 1990, chegaram projetos, incluindo o REDD +, que fazem parte da chamada economia verde. Qual tem sido a experiência deles com esse tipo de projeto?

 

Em 2003, com a ajuda do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a comunidade de Rio Pequeno ocupou uma fazenda. O que acontece quando as comunidades se organizar e recuperam o controle sobre suas terras?

 

Em 2012, o WRM visitou uma série de comunidades tradicionais na região, em busca das respostas delas para estas perguntas. O resultado é este vídeo, agora disponível em quatro idiomas. Fazemos um convite para que você o assista, compartilhe e/ou use em seu trabalho com as comunidades que também enfrentam a disputa de seus territórios com projetos de REDD e a "economia verde" em geral.