domingo, 4 de junho de 2017

No Dia do Meio Ambiente, entidades lançam Fórum Alternativo Mundial da Água

 

 




No Dia do Meio Ambiente, entidades lançam Fórum Alternativo Mundial da Água

A água é um direito, não mercadoria. Esse é conceito que marcará o lançamento do Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA, no próximo dia 5 de junho, onde será divulgado o Manifesto de objetivos e o Chamamento aos Povos.

Iniciativa de dezenas de entidades da sociedade civil, de defesa do meio ambiente, de representação sindical de trabalhadores e movimentos sociais do Brasil e do exterior, o FAMA coloca-se em defesa da água como direito.

O FAMA ocorrerá em março de 2018, em Brasília, se opondo ao chamado 'Fórum oficial', que é patrocinado por empresas que têm como meta impulsionar a mercantilização da água.

Início de ações

O FAMA deve retratar e promover a tomada de consciência política e o empoderamento da sociedade e pretende reunir a sociedade civil – representada nos movimentos sociais, entidades sindicais, organizações ambientais, comunidades indígenas e autóctones ameaçadas de serem expulsas de suas terras, personalidades do mundo acadêmico-científico, camponeses, entre outros – para debater e decidir formas de impedir que esse processo destruidor continue se alastrando por todo o planeta.

Nesse sentido, o lançamento é o início de uma série de ações e atividades para envolver a sociedade nesse debate e convidá-la para ajudar na construção do Fórum Alternativo, divulgando e participando.

Anhangabaú – um lugar simbólico para o lançamento

O lançamento será na livraria Tapera Taperá, próximo à região do Anhangabaú, local de grande simbolismo para o abastecimento de água na cidade de São Paulo.

Em 1744 foi construído o primeiro chafariz da cidade com águas do rio Anhangabaú, mas ele era particular e pertencia aos franciscanos, instalado dentro do claustro. Dois anos depois, em 1746, foi inaugurado o primeiro chafariz público - o Tanque Municipal -, logo seguido pelo Tanque de Santa Teresa, ambos abastecidos também das águas do Anhangabaú. Essas foram as primeiras alternativas de abastecimento da cidade. Em 1910, o rio Anhangabaú foi canalizado e tornou-se o Parque do Anhangabaú.


LANÇAMENTO DO FÓRUM ALTERNATIVO MUNDIAL DA ÁGUA – FAMA
5 de junho de 2017 – segunda-feira
às 11 horas
Livraria Tapera Taperá – Av. São Luís, 187 – 2º andar – São Paulo-SP (Galeria Metrópole)

 

sábado, 13 de maio de 2017

UFSCar e Natura se unem para preservação e manejo de espécie ameaçada da Amazônia


Finalista em prêmio, projeto sobre a conservação da ucuuba pode ser votado pelo site do Ministério do Meio Ambiente

 

O projeto "Conservação e Manejo de Recursos Genéticos de Ucuuba", realizado em parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a empresa de cosméticos Natura, é um dos finalistas no Prêmio Nacional de Biodiversidade 2017, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). O trabalho foi desenvolvido na região do estuário amazônico, de 2012 a 2016, e desencadeou ações de proteção, manejo e uso sustentável de espécies de várzea amazônica, a partir do conhecimento da biologia e genética das espécies. O foco do projeto foi a espécie ucuuba, árvore ameaçada de extinção, cujas sementes são utilizadas na linha Ekos Ucuuba, da Natura.
O projeto foi coordenado pelo Laboratório de Sementes e Mudas Florestais (Lasem) do Campus Sorocaba da UFSCar, em parceria com o Setor de Inovações Tecnológicas da Natura. Participaram comunidades locais, cooperativas e produtores. Juntos, os parceiros realizaram desde inventários para avaliar a presença das espécies até a definição das técnicas adequadas de manejo de acordo com o conhecimento tradicional. 
"A ucuuba sempre teve muito potencial para a utilização do homem, desde a madeira até as sementes. A Natura percebeu a possibilidade de usar essas sementes em cosméticos, mas, para tanto, estabeleceu como condição de manejo promover atividades de conservação da espécie", conta a professora Fatima Piña-Rodrigues, do Departamento de Ciências Ambientais (DCA) da UFSCar, líder do Lasem e do projeto. Desde 1975, ela estuda e atua na conservação da ucuuba na Amazônia. "Em 1996 conseguimos colocar essa espécie na lista de ameaçadas em extinção e suspender o seu corte para uso madeireiro", lembra a professora cujos estudos foram alvo do interesse da Natura.
"Nossa proposta para a Natura foi ousada. Não poderíamos trabalhar com uma espécie que tem valor social tão grande se não fizéssemos um plano de manejo em conjunto com as comunidades locais", destaca a pesquisadora. O projeto se concentrou na região do estuário amazônico, que compreende toda a região no entorno da Ilha de Marajó (PA), incluindo quatro cidades e suas comunidades. "Pelo histórico, ali se concentrava a primeira etapa de produção da Natura, onde se encontram os fornecedores da matéria-prima", conta Piña-Rodrigues. 
No projeto, a Natura foi responsável por identificar as comunidades fornecedoras. "Todo o fornecimento para a empresa teria que seguir o plano de manejo que nós estabelecêssemos. O plano foi desenvolvido a partir do nosso conhecimento técnico-científico na área de conservação, aliado ao conhecimento tradicional das comunidades que fornecem a matéria-prima e ao agente comprador e usuário, no caso, a Natura", explica Piña-Rodrigues. "O trabalho evolvendo os três grupos foi muito produtivo", completa a pesquisadora.
A UFSCar e a Natura atuaram lado a lado com quatro comunidades da região amazônica. Uma delas no município de Cotijuba (PA), com o Movimento das Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB). "Envolvemos jovens, idosos e, principalmente, mulheres; integramos o conhecimento dos idosos à ação dos jovens e das mulheres, para empoderá-las", explica Piña-Rodrigues. As outras comunidades envolvidas foram as das cooperativas Cofruta, na cidade de Abaetetuba (PA), que reúne produtores de frutas como açaí, andiroba e de várias espécies como a semente da ucuuba; Cart (Cooperativa Agrícola Resistência de Cametá), na cidade de Cametá (PA); e Caepim (Cooperativa Agrícola de Empreendedores Populares de Igarapé-Mirim).

Etapas do trabalho
O projeto foi dividido em duas etapas principais. Na primeira, foi feito o resgate do conhecimento das comunidades e levantamento do histórico do uso da ucuuba em cada região. Em seguida, a equipe da UFSCar definiu, junto às comunidades e aos técnicos de planejamento da Natura, as estratégias para áreas modelos. "São áreas em que tivemos monitores, ou seja, pessoas das próprias comunidades, donas da terra, que atuavam conosco para colaborar na elaboração do plano de manejo. Também fizemos um curso de capacitação de técnicas para troca de experiências e informações, construindo um modelo de manejo participativo para essas áreas", conta Piña-Rodrigues.
Na segunda etapa, foi realizado o inventário, com o levantamento de árvores da ucuuba e outras espécies potenciais. "Costumamos dizer que uma espécie está sempre 'casada' com outras como, por exemplo, a andiroba e o açaí. Então, o ideal é que as comunidades fizessem o manejo da maneira sustentável, considerando não apenas a ucuuba", afirma a pesquisadora da UFSCar. 
Na sequência, durante um ano, a UFSCar realizou estudos de genética com coleta de material de cada uma das árvores. "Verificamos se, quando levamos a semente, não retiramos material genético e causamos o empobrecimento daquela área, diminuindo a variabilidade dessa população natural. Assim, poderíamos atuar sem causar danos genéticos, contribuindo, então, para a conservação genética da área", detalha a pesquisadora. Com base nesse estudo, os fornecedores da Natura têm a responsabilidade de cuidar das áreas de acordo com as práticas de bom manejo estabelecidas de forma participativa com as comunidades envolvidas. Uma das diretrizes do Manual de Boas Práticas elaborado, por exemplo, é de que a cada 20 quilos de fruto seco de ucuuba vendidos para a empresa, devem ser plantadas duas mudas. 
"Além disso, preconizamos várias técnicas de coleta para não causar impacto. Não se pode colher todas as sementes de uma árvore de ucuuba", exemplifica Fátima, "pois uma parte das sementes fica para os animais, outra parte fica para a própria planta para que ela tenha 'filhotes' (termo usado pela própria comunidade para designar as mudas deixadas no campo) e a outra parte, que não seria utilizada pela árvore, é coletada", completa a professora da UFSCar. As práticas de manejo também incluem orientações como limpeza, conservação e transplante de "filhotes" ao sol.
Além da premiação do Ministério do Meio Ambiente, a parceria continua rendendo mais frutos. "Estamos elaborando o Manual de Boas Práticas do Manejo da Ucuuba, que será publicado pela Natura, e escrevendo um livro que reúne dados sobre a ucuuba e de várias espécies que a empresa tem trabalhado", destaca Piña-Rodrigues. 

Votação
Os projetos finalistas do Prêmio Nacional de Biodiversidade, do MMA, concorrem na categoria de Juri Popular. Para votar, acesse o link http://pnb.mma.gov.br/juri_popular/, clique no projeto "Conservação e Manejo de Recursos Genéticos" e, em seguida, clique em "Registrar Voto", no final da página. O vencedor do Júri Popular e das demais categorias serão anunciados na cerimônia que ocorrerá no dia 22 de maio de 2017, em Brasília (DF). Mais informações também podem ser obtidas pelo Facebook, na página da Rede Mata Atlântica de Sementes Florestais.

 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O financiamento coletivo “Dá Pé” dá início ao plantio das 20 mil mudas de árvores na Floresta da Tijuca e Taubaté

A campanha é idealizada por Estevão Ciavatta e Regina Casé em parceria com a SOS Mata Atlântica

 

A segunda edição do crowdfunding "Dá Pé", iniciada no Dia da Árvore, com objetivo de arrecadar recursos para plantio de até 20 mil mudas de árvores e restaurar florestas eternas, fará – nos dias 11 e 18 de dezembro, em Taubaté e no Rio de Janeiro, respectivamente -, o primeiro plantio com verbas do projeto que já garantiu mais de 10 mil mudas de árvores. O cineasta Estevão Ciavatta e representantes da Fundação SOS Mata Atlântica estarão presentes durante os dois plantios para apresentação dos resultados do projeto. "Além de reflorestar o Brasil, queremos que as pessoas tenham o prazer de plantar suas próprias árvores. A campanha ainda está no ar e estão todos convidados a participar", destaca Ciavatta.

 

Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, destaca o caráter inovador da iniciativa: "O crowdfunding é mais uma forma pela qual a sociedade pode contribuir com a proteção da Mata Atlântica, que tem funções tão importantes como a qualidade do ar, proteção de rios, abastecimento de água e o bem-estar das pessoas", afirma. 

 

Em São Paulo o plantio acontece no Sítio Caminho da Roça, em Taubaté, no dia 11, das 14h às 16h, dando continuidade ao plantio realizado na primeira edição da campanha, quando foram plantadas 20 mil mudas na Bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.  No Rio de Janeiro, o plantio das mudas será no dia 18, das 9h às 11h, na Floresta da Tijuca, dentro dos limites do Parque Nacional da Tijuca – uma das maiores florestas urbanas do mundo, para repor árvores nativas vítimas de incêndio e degradação humana. Ciavatta e representantes da SOS Mata Atlântica estarão presentes nos dois eventos.

 

A participação no plantio das mudas é destinada aos que adotaram uma árvore durante a vigência da campanha e tem vagas limitas, com  inscrições pelo e-mail dape@umpedeque.com.br.

 

A campanha é realizada pelo programa "Um Pé de Quê? - criado e produzido pela Pindorama Filmes e Canal Futura - em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica -, e tem à frente do projeto o cineasta Estevão Ciavatta e a apresentadora Regina Casé.

 

Ainda é possível adotar uma árvore 

Por meio de uma parceria com a Coca-Cola Brasil a campanha segue no ar até o dia 23 de dezembro. E, todas as doações realizadas desde o início de novembro, quando a marca aderiu a campanha, a cada árvore plantada por um internauta a Coca-Cola Brasil doará outra ao projeto. As doações podem ser feitas pelo link www.kickante.com.br/dape.

 

Frutos da campanha 

A primeira edição da "Dá Pé" atingiu 100% a meta de arrecadação e reflorestou 1,33 Km de matas ciliares do Rio Una, na bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Ao todo, 20 mil mudas de árvores foram plantadas entre dezembro de 2015 e março de 2016, período propício para o cultivo, com supervisão da SOS Mata Atlântica. 

 

Além disso, parte do compromisso da campanha era disponibilizar o conteúdo do programa "Um Pé de Quê?" apresentado por Regina Casé há mais de 16 anos no Canal Futura na integra na Web, via canal no Youtube https://www.youtube.com/c/umpedeque-oficial. O programa possui mais de 138 espécies retratadas, onde cada árvore é a estrela de um episódio.  

 

O programa "Um Pé de Quê?" tem uma parceria de mais de 11 anos com o Jardim Botânico de Rio de Janeiro, com a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Plantarum. O Um Pé de Quê? está na TV, na web e nos livros, cujo volume Pau Brasil foi adotado pelo Plano Nacional do Livro Didático.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

UFSCar promove workshop sobre marco regulatório da biodiversidade brasileira


Evento conta com quatro palestras sobre a Lei da Biodiversidade e seus principais avanços, desafios, perspectivas e impacto

Um ano e meio após a nova Lei da Biodiversidade ter sido sancionada, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promove, no dia 2 de dezembro, o workshop "Marco Regulatório da Biodiversidade Brasileira" para analisar os impactos e experiências acadêmicas e industriais ocorridos até o momento e os desafios que estão por vir.
"Muitos pesquisadores e outras pessoas interessadas no assunto ainda não estão inteirados sobre as mudanças que a Lei promoveu, por isso o objetivo do evento é esclarecer a todos que trabalham com biodiversidade a maneira correta de se adequar para evitar problemas no futuro. Trata-se de uma oportunidade para tirar as dúvidas sobre as licenças e procedimentos", explica a professora Quezia Cass, docente do Departamento de Química (DQ) da UFSCar e coordenadora de Transferência de Tecnologia do Centro de Excelência para Pesquisa em Química Sustentável (CERSusChem) da Universidade.
A Lei, que foi implantada para regulamentar o acesso ao patrimônio genético, ao conhecimento tradicional associado e à repartição de benefícios obtidos a partir da biodiversidade, visa estimular a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico brasileiro. Dentre os principais pontos do novo Marco da Biodiversidade estão a retirada de penalidades impostas a empresas que descumpriram regras ligadas à exploração de plantas ou animais; e a criação de normas de pagamento por parte das empresas ao governo e aos povos tradicionais, como indígenas e quilombolas, por exemplo, pelo uso de recursos genéticos naturais quando o seu conhecimento for considerado elemento principal de agregação de valor ao produto.
O workshop abordará as perspectivas e os impactos da Lei da Biodiversidade, e suas experiências acadêmicas e industriais, respectivamente por Thiago Araújo, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, pela professora Mônica Pupo, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, e Luiz Ricardo Marinello, da LFM – Advogados. Os avanços e os desafios da Biodiversidade na UFSCar também serão tratados pela professora Heloisa Araújo, docente do Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) da Instituição.
O evento, que será moderado por Marcelo Garzon, assessor jurídico da FAI.UFSCar (Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos), acontece a partir das 14h30 no Auditório 1 da Biblioteca Comunitária (BCo), localizado na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. O workshop é aberto a todos os interessados. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 30 de novembro enviando os dados pessoais para o e-mail cersuschem@ufscar.br.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural do Campus Araras da UFSCar comemora 10 anos

 

Evento de comemoração acontece nesta quarta-feira e conta com palestras e presença do reitor da Universidade

Acontece na próxima quarta-feira, 9/11, o V Simpósio de Agroecologia e Desenvolvimento Rural, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural (PPGADR) do Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O evento comemora os dez anos do Programa, criado em 2006, e acontece das 9h30 às 18 horas no Anfiteatro do Centro de Ciências Agrárias (CCA), localizado na Rodovia Anhanguera, km 174.
A programação começa com sessão solene com a presença do diretor do CCA, Jozivaldo Prudêncio Gomes de Morais, e a coordenadora do PPGADR, Janice Rodrigues Placeres Borges, e demais autoridades da UFSCar.
Às 10 horas, acontecem as palestras com o tema "PPGADR 10 anos: Diálogos Interdisciplinares", com os professores da UFSCar Paulo Roberto Beskow, Luiz Antonio Cabello Norder e Janice Rodrigues Placeres Borges, e Gabriela Narezi, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e autora da primeira dissertação defendida do PPGADR.
Na parte da tarde, a programação conta com palestras sobre temas relacionados à Agroecologia e ao Desenvolvimento Rural. A programação completa está disponível no endereço http://bit.ly/2fKGsky.
O PPGADR tem como objetivo introduzir aos alunos uma outra perspectiva em relação à produção de alimentos, além da avaliação de agroecossistemas sustentáveis baseados nos conceitos e ferramentas utilizadas pela Agroecologia, que incorpora outras áreas como a Ecologia, Agronomia, Economia e Sociologia, passando pelas questões relacionadas às estratégias alternativas de desenvolvimento rural e suas perspectivas políticas.